Lá do alto, quem esperava, ouvia, ainda que longe, um som bastante peculiar. Já mais perto, quem passava, a resposta sobre de onde vinha aquele timbre não tardou a chegar. E uma voz que alcançava os dois lados dizia: “É o som da Bahia!”.
O gingado que vinha de lá para cá, jogava as pernas para cima, os braços para o lado e, harmonicamente, o quadril acompanhava todo o ato. O toque seguido por palmas, sorrisos e alegria fazia das ruas e asfaltos, um grande palco na maravilhosa Bahia.
O moço, junto ao seu corpo, tocava o berimbau, aquele som peculiar que do alto se pode ouvir. Uma batida, duas, três e logo os mais próximos se puseram a sorrir. Era o som da Bahia, o som que traz o tal gingado, a dança e a luta, essa grande mistura no humilde asfalto.
Entre tamanha expressão cultural que se via dentro daquela roda, o respeito fazia parte da bela arte. E os que esperavam e passavam, de repente se encontraram e fizeram única aquela tarde.








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